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O PRIMEIRO AMOR
Doce e inocente é o primeiro amor
É quando fazemos promessas veemente
Vemos a pujança do que se sente
Sentimos a completa beleza da flor
Não conhecemos ainda os mistérios da dor
A profundidade do dissabor
Nem as decepções do desamor
É quando tudo é poesia
O mundo é colorido
O vento embala nossos sonhos
Tristeza, pesadelos medonhos
Nem sequer pra nós existe
É a descoberta do amor

Inocente e doce é o primeiro amor
É quando andar de mãos dadas
E olhar firme nos olhos um do outro
Nos dá a certeza do amor eterno
De que se é único nesse coração
Que quer sair pela boca
Que bate descompassado
Que pede perdão e não se faz de rogado
Que chora por qualquer coisa
E sente ciúmes de tudo
E briga com o mundo
É faz planos absurdos
E se entrega sem reservas
Se descobrindo para o amor

Inocente é o primeiro amor
Que só conhece a verdade
Que busca a tal liberdade
Que tem a beleza de amar
Amar como se quis

Doce é o amor
Que é só meiguice e carinho
Que segue por seu caminho
Rumo ao desconhecido
Sem medo de ser feliz

Inocente, doce e inconsequente
É o primeiro amor
Que nos leva a quebrar a cara
E pedir para voltar pra casa
Com o peito cheio de dor
E na mochila quase vazia
A certeza de que na vida
O que vale a pena mesmo...
É o amor.
Francyo Dias
Enviado por Francyo Dias em 05/02/2016
Alterado em 10/02/2016
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